O básico
Você é o(a) farmacêutico(a) da CCIH na ronda de stewardship. Cada caso avança no tempo: no D1 você define a terapia empírica sem saber o agente; no D3 chega a cultura com antibiograma e vem a decisão central — manter, desescalonar, escalonar, trocar ou suspender; depois vem a decisão de duração.
Leia o cabeçalho do paciente e o laudo de microbiologia antes de responder: função renal, alergias, gravidade e o perfil S/I/R são a chave.
🦠 A pressão ecológica
Cada escolha mexe na barra de ecologia da unidade. Espectro largo desnecessário, tratamento de colonização e antibiótico prolongado derrubam a barra. Desescalonar e suspender no tempo certo a preservam.
A barra não zera entre os casos do plantão. Se ela cair abaixo de 65, um surto de multirresistentes é declarado na unidade — e os casos seguintes chegam mais difíceis, com germes que não respondem mais ao que você tinha. É assim no hospital real.
Atenção: usar carbapenêmico quando há indicação legítima também consome ecologia — e ainda assim é a resposta certa. O que protege a última linha é não gastá-la onde não precisa.
Pontuação
Conduta ideal: +100 × dificuldade. Aceitável: +40 × dificuldade. Inadequada: 0. Conduta de risco: −60. No fim do plantão, a ecologia preservada vale um bônus grande (até +400) — e o custo acumulado aparece só como informação, porque decisão clínica não se toma por preço.
📖 Modo estudo
Sem acúmulo e sem pontuação: escolha qualquer caso da pauta e leia o parecer completo. Casos concluídos ficam marcados com ✓.
Referências
Diretrizes de programas de stewardship (IDSA/SHEA) · Anvisa — Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções · OMS — Plano de ação global contra a resistência antimicrobiana · protocolo institucional / CCIH local